Bangladesh celebrou ontem o aniversário do fim de sua violenta guerra pela independência contra o Paquistão, em 1971, um dia depois de expulsar um diplomata paquistanês declarado ‘‘persona non grata’’. Bangladesh conseguiu sua independência do Paquistão depois de nove meses de uma guerra dirigida pelo fundador da Nação, o xeque Mujibur Rahman, pai da atual primeira-ministra Hasina Wajed.
De acordo com as estimativas oficiais de Bangladesh, esse conflito deixou três milhões de mortos no ex-Paquistão Oriental, incluindo milhares de civis massacrados pelas tropas paquistanesas. O presidente de Bangladesh, Sahabuddin Ahmed, que também é comandante-em-chefe das forças armadas, passou em revista as tropas na Praça do Desfile Nacional, em Daca, evento que contou com a presença de Hasina Wajed, diplomatas, membros do gabinete, veteranos de guerra e parentes dos mortos no conflito.
O Dia da Vitória comemora a rendição do exército paquistanês às forças aliadas de Bangladesh e da Índia, 9 meses depois do início da guerra, em 26 de março de 1971 (Dia da Independência). Anteontem, Irfan-ur Raja, assistente do alto comissário do Paquistão, foi expulso de Daca para Dubai. Trata-se do primeiro caso deste tipo. Raja negou-se a falar com os jornalistas que o esperavam no aeroporto de Daca.
Sua partida se deu algumas horas depois de ter sido declarado persona non grata por observações que fez há três semanas sobre a guerra e que desencadearam manifestações de protesto em todo o país.

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