Bancos suíços temem encolhimento com o fim do sigilo
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terça-feira, 24 de fevereiro de 2009
France Presse 
Genebra- O setor financeiro da Suíça pode ser reduzido à metade sem o sigilo bancário, afirma um dos mais influentes banqueiros privados suíços, Ivan Pictet, em uma entrevista ao jornal Le Temps de Ginebra.
''Ao invés de representar quase 12% do Produto Interno Bruto, o setor financeiro poderia acabar representando de 6 a 7%, caso as contas suíças percam a confidencialidade'', afirmou o presidente da Fundação Genebra Praça Financeira.
''O cliente não terá nenhum motivo para percorrer 500 km e ver seu gerente. Para atrai-lo, temos que oferecer algo que não tem em casa'', acrescentou.
Pictet teme que os países do G20 pressionem para garantir que seus contribuintes mais ricos não escapem do fisco.
O medo de Pictet está relacionado ao caso que opõe o maior banco suíço, o UBS, e a justiça americana. Diante da pressão da justiça, o UBS se viu obrigado esta semana a comunicar os nomes de mais de 300 clientes americanos que Washington suspeita que tenham cometido evasão fiscal.
A lei suíça garante o sigilo absoluto dos titulates das contas bancárias.


