Bam - As ruas estavam sendo limpas ontem na cidade de Bam (Sudeste do Irã), onde também os bancos e o correio abriram, mas os moradores se recusam a agrupar-se nos acampamentos para facilitar a ajuda humanitária, temendo que a reconstrução da cidade devastada por um terremoto no dia 26 de dezembro demore mais do que o prometido. As aulas serão reiniciadas amanhã em cinco escolas, com os alunos que sobreviveram ao abalo, que causou entre 30 mil e 35 mil mortos. As aulas serão ministradas em tendas ou em casas pré-fabricadas, já que os poucos edifícios que permanecem de pé podem desabar a qualquer momento.
Hosein Fataji, subcomandante dos Guardiães da Revolução, o exército ideológico iraniano, estimou ontem em 35 mil o número de mortos no terremoto de Bam. Segundo o funcionário da ONU encarregado de coordenar a ajuda em Bam, Khasper Lund, os mortos oscilam entre 30 mil e 35 mil, sendo que 28 mil já foram enterrados em Bam. ''Entre 5 mil e 6 mil vítimas podem ter sido enterradas por seus familiares por iniciativa própria'', disse recentemente.
A cidade de Bam e sua região continuam expostas. Um novo tremor, de 3,5 na escala aberta de Richter, abalou Bam no início da noite de sexta-feira, informou a agência oficial Irna. Não foram assinalados danos materiais nem vítimas.
Apesar da ameaça, em toda a cidade os moradores limpam os escombros e os funcionários públicos que têm condições receberam ordem de voltar ao trabalho.

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