Banco Mundial sugere reformas para ANP e Israel
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sexta-feira, 03 de dezembro de 2004
Folhapress 
São Paulo - O plano de desengate que prevê a remoção dos assentamentos judaicos da faixa de Gaza e de quatro outros na Cisjordânia , acompanhado do fim da política agressiva de Israel e de um forte compromisso palestino em reformar as suas instituições, pode retirar a economia palestina da presente estagnação, segundo estudo do Banco Mundial (Bird).
Com o nome de ''Estagnação ou Ressuscitação? O Desengate de Israel e as Perspectivas Econômicas Palestinas'', o relatório afirma que apenas significativos novos esforços dos dois lados a Autoridade Nacional Palestina (ANP) e o governo de Israel podem justificar um crescimento na ajuda financeira para a região.
O relatório diz que para uma recuperação econômica ser possível o governo de Israel deve levantar o seu sistema de segurança, que prevê uma série de restrições ao movimento de pessoas e bens impostos aos palestinos no início da Intifada levante palestino contra a ocupação israelense que começou em setembro de 2000.
A ANP, por sua vez, deve se mostrar mais comprometida em reformar a sua segurança e suas instituições, coibindo os ataques contra israelenses.
O relatório pede ainda que a ANP renove a sua legitimidade por meio de eleições parlamentares. A entidade palestina deve ainda reformar a sua economia para criar uma rede de instituições regularizada que possa atrair novamente investidores externos para a economia palestina.
''Embora o crescimento econômico e a prosperidade não garantam a paz sozinhos, está claro que uma economia em queda favorece um ambiente no qual a doutrina da violência ganha espaço'', disse Nigel Roberts, que é o diretor do Banco Mundial para a Cisjordânia e Gaza.
''Normalmente, no curso desse conflito, as considerações econômicas sempre foram vistas como um elemento residual da diplomacia. Levando-se em conta a profundidade da crise na Cisjordânia e em Gaza, garantir um trabalho e um futuro pra as famílias é um dos principais pontos da agenda da população palestina.''


