São Paulo - As novas autoridades interinas da Ucrânia solicitaram formalmente uma ajuda financeira ao Banco Mundial, que poderia ser de até US$ 3 bilhões, informou ontem o organismo internacional, que se mostrou disposto a autorizar a concessão do auxílio financeiro. "Estamos comprometidos em ajudar o povo da Ucrânia nestes tempos difíceis", assegurou Jim Yong Kim, presidente do Banco Mundial, em uma breve nota de imprensa.
Kim acrescentou que a instituição prevê apoiar o novo governo ucraniano na tomada de "decisões desesperadamente necessárias para pôr a economia de novo no caminho da sustentabilidade". "A economia da Ucrânia encara um número de sérios desafios que requerem ação urgente tanto no curto prazo como uma reforma sustentada em médio e longo prazo", comentou a instituição.
Na nota, o organismo destacou que as "prioridades" agora são restaurar a estabilidade macroeconômica, fortalecer o clima dos investimentos e concentrar melhor a assistência social para os pobres e mais vulneráveis.
Junto com o Banco Mundial, as autoridades ucranianas também pediram assistência ao Fundo Monetário Internacional (FMI), que já conta com uma equipe técnica na capital da Ucrânia para avaliar as necessidades da economia do país.

Pesquisa
Nos EUA, as ações do presidente Barack Obama diante da crise na Ucrânia têm sido aprovadas por 48% da população, segundo pesquisa CNN/ORC International divulgada ontem. Os que não apoiam a posição de Obama somam 43%.
A parcela de entrevistados a favor da aplicação de sanções econômicas, por parte dos EUA, contra a Rússia, é ainda maior: 59%.
Na última semana, Obama autorizou o Departamento do Tesouro a aplicar sanções a pessoas e organizações responsáveis pelo avanço militar sobre a Crimeia ou por "roubar os bens do povo ucraniano".

mockup