Balão já está sobre o Pacífico
O magnata britânico Richard Branson iniciou ontem a travessia do Oceano Pacífico com preocupações sobre as reservas de combustível de seu balão Global Challenger, depois de uma navegação sobre a Ásia com algumas peripécias.
Estamos preocupados com a quantidade de combustível que consumimos, disse David Partridge, o diretor do projeto da volta ao mundo em balão, sem escalas, do centro de controle de Londres.
Entretanto, a velocidade do Global Challenger se mantém sem alterações, pois entrou em uma corrente de ar quente que o faz navegar sobre o Pacífico a quase 150 nós (278 km/h), precisou Patridge.
De qualquer modo, a equipe de apoio em terra em Londres está muito ocupada em cálculos precisos para determinar as reservas de propano líquido, o combustível do Global Challenger. As manobras sobre a Ásia nos fizeram consumir muito, disse o diretor do projeto.
O combustível é indispensável para manter a temperatura de ar no balão durante a noite, assim como a pressão na cabine, tendo em conta que o balão navega a 29.000 pés sobre o nível do mar (9.350 metros).
Depende das condições meteorológicas se o combustível restante será suficiente para completar a volta ao mundo, informou Richard Patridge.
Ainda segundo o diretor do projeto, o ânimo de Richard Branson e de seus co-pilotos Steve Fosset e Per Lindstrand é excelente depois de sobrevoar Coréia do Sul e Japão.
De acordo com o centro de controle, às 6 horas de ontem, o balão estava a 400 milhas náuticas a sudeste de Tóquio, a umas 36 horas da costa oeste dos Estados Unidos, se o vôo continuar sem incidentes.
Per Lindstrand tem contato frequente com a equipe meteorológica em Londres para manter o balão em uma rota à margem das eventuais tempestades no Pacífico. A tripulação do Global Challenger já bateu seu próprio recorde de distância, depois de ter percorrido mais de 13.200 quilômetros, sem contar os desvios. O Global Challenger partiu do Marrocos na sexta-feira passada e espera completar a volta ao mundo aterrissando na Europa Ocidental no Ano Novo.France PresseO Global Challenger deixou a China e está a caminho dos Estados UnidosFrance Presse





