Baixo comparecimento marca eleição italiana
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domingo, 13 de abril de 2008
Das agências 
São Paulo - Manifestações de descontentamento com os políticos e baixo comparecimento às urnas marcaram o primeiro dia de votação nas eleições gerais da Itália. No fim do dia, ontem, 48,7% dos eleitores tinham votado, contra 52,2% nas eleições de 2006. O voto não é obrigatório no país, e a votação continua hoje.
O grande número de abstenções era esperado por analistas políticos devido à crescente aversão dos italianos à classe política, independemente de partidos. As pesquisas apontavam cerca de 30% de eleitores indecisos.
Alguns dos que compareceram ontem aos locais de votação rasgaram as cédulas em sinal de protesto. Em Sorrento, no sul do país, um eleitor rasgou e comeu a cédula.
Os telefones foram proibidos nas baias de votação. Fotografar a cédula assim que ela é emitida para servir como prova é uma prática comum nas regiões onde a máfia possui influência e negocia votos, em especial no sul do país.
A economia italiana apresenta crescimento inferior ao dos demais países da zona do euro e os cidadãos têm enfrentado uma elevação dos preços ao mesmo tempo que recebem salários inferiores à média dos países da Europa Ocidental.
Sem conseguir consenso para levar à frente reformas econômicas, o governo do atual primeiro-ministro, Romano Prodi, entrou para a lista de gabinetes breves que têm marcado a Itália desde o fim da 2ªGuerra Mundial. Ele assumiu há 20 meses.
Ainda não está claro quem será o novo chefe de governo. Os partidos que apóiam o bilionário Silvio Berlusconi, que governou o país duas vezes, mantinham vantagem nas pesquisas mais recentes, mas os partidos de centro-esquerda que dão apoio ao ex-prefeito de Roma Walter Veltroni apresentaram crescimento em relação às pesquisas anteriores.
As pesquisas de boca-de-urna serão divulgadas poucos minutos depois do fim da votação hoje. As primeiras projeções oficiais serão anunciadas no fim da tarde.


