Cairo Bagdá assegurou ontem à Liga Árabe que ''deseja'' que os inspetores de desarmamento da ONU ''retornem em breve'' ao Iraque, onde ''encontrarão plena colaboração das autoridades para que concluam seus trabalhos com êxito'', informou à EFE a organização pan-árabe.
O embaixador do Iraque na Liga, Mohsen Jalil, transmitiu ao secretário-geral da organização, Amro Musa, uma mensagem do ministro iraquiano de Exteriores, Nayi Sabri, na qual ''reitera a decisão do Iraque de cooperar com a ONU nos trabalhos de inspeção'', segundo uma nota oficial.
Jalil reiterou que seu país se aterá aos termos de uma nova possível resolução do Conselho de Segurança da ONU sobre o Iraque, ''desde que não se contraponha à legalidade internacional, respeite a soberania iraquiana e não suponha uma declaração de guerra''.
Bombardeio fere 4 Quatro pessoas ficaram feridas ontem num bombardeio realizado por aviões norte-americanos e britânicos contra ''instalações civis e de serviços'' no sul do Iraque, disse o porta-voz da Defesa Aérea em Bagdá.
Desde a Guerra do Golfo Pérsico, em 1991, os EUA e o Reino Unido mantêm zonas de exclusão aérea no norte e no sul de Iraque, nas quais impedem o vôo de aeronaves militares do país árabe.
Milhares de civis morreram ou ficaram feridos nesses ataques, segundo as autoridades de Bagdá que protestam contra a imposição das zonas de exclusão aérea.

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