Cizre, Turquia- A ofensiva do Exército turco contra os rebeldes do PKK no Iraque entrou ontem em seu quarto dia, com 127 mortos, enquanto Bagdá exigia a retirada das tropas turcas ''o quanto antes'' e os Estados Unidos pediam rapidez a Ancara.
Os combates se intensificaram ontem nas montanhas do norte do Iraque entre as tropas turcas e os rebeldes curdos do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK).
Ontem morreram 33 rebeldes e oito soldados, de acordo com o Estado-Maior turco, o que aumenta o número de baixas para 112 rebeldes e 15 soldados turcos mortos desde o início da ofensiva na quinta-feira à noite.
O registro nas fileiras do PKK não inclui os rebeldes mortos por bombardeios aéreos nem por fogo de artilharia, informou o Estado-Maior.
O Exército turco ressaltou também que um de seus helicópteros ''foi destruído em uma área próxima à fronteira por razões desconhecidas''.
O governo iraquiano reagiu ontem, pedindo à Turquia que retire suas tropas do norte do Iraque ''o quanto antes'' porque a ofensiva militar turca representa ''uma ameaça'' a sua soberania.
Os militantes do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) ''estão tentando fugir para o sul em pânico'', indicou o Estado-Maior turco em um comunicado divulgado em sua página da internet.
Os Estados Unidos, que assim como Ancara e União Européia consideram o PKK uma organização terrorista, oferecem à Turquia há vários meses informações em tempo real sobre os movimentos dos rebeldes no Iraque.
O secretário americano da Defesa, Robert Gates, pediu ontem que a Turquia realize uma operação militar de curta duração contra os separatistas curdos no norte do Iraque, e um diálogo mais amplo com esta minoria.
O primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, assegurou ontem que o único objetivo da operação é o PKK. ''Trata-se de uma operação de limpeza dos campos de terroristas, nada mais'', declarou durante um pronunciamento.

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