Restaurantes, sorveterias, vitrines bem iluminadas, barulho de buzinas dos carros que fazem cortejo aos recém-casados... A Bagdá noturna não demonstra nenhuma angústia com a perspectiva de um ataque norte-americano.
No bairro de Karrada, a rua Arrasat, a mais elegante da cidade, continua sendo a mais transitada. Os passeios continuam quebrados e o alambrado não existe, mas as vitrines das lojas são agradáveis de serem vistas.
A aplicação do acordo ‘‘petróleo por alimentos’’, que permite ao Iraque exportar quantidades limitadas de óleo cru para importar produtos de primeira necessidade, deu um pouco de vida a uma economia moribunda. Aproveitando o reaparecimento do açúcar, durante muito tempo racionado, as sorveterias abriram novamente, convertendo-se em lugar de encontro da juventude. Também apareceram novas lojas, destinadas à clientela das Nações Unidas e aos iraquianos que souberam tirar proveito do embargo.
A Benetton foi a última loja a abrir. Bashar Shibib, de 38 anos, soube aproveitar a abertura da fronteira com a Síria, onde a marca italiana tem uma fábrica. Bashar obteve a franquia e a abriu em janeiro.

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