France PresseMáquina de guerraO porta-aviões norte-americano USS Nimitz, navegando no Golfo Pérsico, está em ‘alerta máximo’ desde sábadoBagdá voltou a barrar ontem americanos de equipes de monitoramento de armas da ONU no Iraque, e o presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton, afirmou que a interferência do presidente iraquiano, Saddam Hussein, é ‘‘inaceitável’’. O Iraque anunciou que o banimento irá continuar a menos que os inspetores sejam neutros e seja definido um cronograma para a suspensão de sanções da ONU impostas quando o Iraque invadiu o Kuwait em agosto de 1990.
Os Estados Unidos queriam que o Conselho de Segurança ameaçasse o Iraque com ‘‘sérias consequências’’, além de impor sanções de viagens a autoridades bloqueando os inspetores da ONU. Mas, pressionados pela Rússia e pela França, os EUA fizeram um esboço de resolução que apenas proíbe funcionários iraquianos de viajar para o exterior e condena o comportamento de Bagdá. A ameaça de lançar uma ação militar foi deixada para uma etapa posterior. A resolução deve ser votada hoje.
Nas Nações Unidas, o vice-primeiro-ministro iraquiano, Tareq Aziz, disse que não houve mudanças na posição de Bagdá. Ele disse que o alívio das sanções deveria ser tratado primeiro, especialmente a suspensão do embargo de venda de petróleo, que está vinculado a uma clara aceitação das demandas de desarmamento.
O ministro do Exterior iraquiano, Mohammed Saeed al-Sahaf, disse que se a atual missão de Aziz na ONU não der resultado, será posta em prática a decisão de expulsar os sete inspetores americanos que estão no Iraque. Ele também repetiu a ameaça de derrubar aviões espiões americanos U-2 ou qualquer aparelho que apresenta perigo para o Iraque.

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