Ramadi- Novos confrontos entre rebeldes e tropas americanas foram registrados ontem em Ramadi, onde dez iraquianos morreram, enquanto que o primeiro-ministro iraquiano, Iyad Allawi, ameaçou lançar uma grande ofensiva contra Fallujah. Outros 12 iraquianos ficaram feridos no reduto sunita de Ramadi (100 km a oeste de Bagdá), e, de acordo com um jornalista da AFP que acompanhava marines americanos, três soldados foram feridos na explosão de um artefato na passagem de uma patrulha americana também em Ramadi.
Ramadi e Fallujah (50 km a oeste de Bagdá) são as duas principais cidades rebeldes na província sunita de Al Anbar. A queda de braço entre o governo e os insurgentes entrincheirados em Fallujah entrou na sua fase final, advertiu ontem o premier iraquiano Allawi, que ameaçou a cidade com uma iminente ofensiva militar. ''Entramos na fase final para resolver o problema de Fallujah. Se este problema não puder ser resolvido pacificamente, não terei outra opção senão o recurso de uma ação militar'', frisou o primeiro-ministro.
Para não empreender tal ofensiva, Allawi impôs algumas condições, cujas principais são a retirada dos rebeldes e dos combatentes estrangeiros da cidade e a entrega das armas pesadas e médias. O exército americano estreitou seu cerco a Fallujah desde o dia 14 de outubro, e realiza operações aéreas todos os dias na cidade, suspeita de abrigar o fundamentalista jordaniano Abu Mussab al-Zarqawi e os militantes de sua rede terrorista, Tawhid wal Jihad (Unificação e Guerra Santa), responsáveis, segundo Washington, pela maioria dos ataques e sequestros no Iraque.
Além disso, Allawi anunciou a detenção de 167 combatentes estrangeiros, assim como a de Ezzat Ibrahim, ex-número dois do regime de Saddam Hussein. O premier iraquiano criticou novamente a França, que se ofereceu para organizar um encontro entre representantes da sociedade civil iraquiana durante a conferência sobre o Iraque prevista para novembro, em Sharm el-Sheikh, no Egito.

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