France Presse
Os esforços feitos para chegar a um acordo na ONU sobre a adoção de uma nova resolução global sobre o Iraque esbarram em um muro de intransigência em Bagdá, um ano depois dos bombardeios efetuados pelos Estados Unidos e Grã-Bretanha.
Desde a operação ‘‘Raposa do deserto’’, em dezembro do ano passado, as idéias e projetos de resolução destinados a retirar a questão iraquiana de um beco sem saída foram recebidos pelo Iraque com uma rejeição categórica.
A posição iraquiana se baseia em três negativas: ‘‘não’’ ao embargo imposto desde agosto de 1990, ‘‘não’’ aos técnicos em desarmamento e ‘‘não’’ às zonas de exclusão aéreas vigiadas no Norte e Sul do Iraque pelos aviões norte-americanos e britânicos, com ataques quase diários.
Por iniciativa de Washington, o Conselho de Segurança aprovou na última sexta-feira uma resolução (a de número 1.275), que só prolonga por 15 dias, até 4 de dezembro, o programa ‘‘petróleo por alimentos’’, em vez dos seis meses habituais. Bagdá interpreta isto como uma ‘‘chantagem’’ preparada por norte-americanos e britânicos para que os membros do Conselho mais favoráveis a seu país – França e Rússia – cedam em suas posições.
‘‘Esta resolução carece absolutamente de sentido de um ponto de vista prático, pois não se pode fazer nada em duas semanas. Por isso, o Iraque não se conformarᒒ, declarou Mohammad Said al-Sahhaf, chefe da diplomacia iraquiana.

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