Montevidéu - A ''bactéria assassina'', como foi apelidada no Uruguai a Samr-c (staphylococcus aureas metecilino resistente comunitário), se propagou como epidemia no país ao afetar 417 pessoas e matar quatro durante 2004, admitiu o Ministério de Saúde Pública (MSP).
Envolvido em uma onda de denúncias e críticas parlamentares e do Sindicato Médico do Uruguai (SMU) sobre a atuação oficial em torno da proliferação da ''bactéria assassina'', o MSP atualizou os dados divulgados há alguns dias, quando o governo registrava 69 casos, com cinco mortes, por infecções da Samr-c.
Além disso, o ministério iniciou uma investigação administrativa sobre o tema e afastou do caso o diretor da Divisão de Epidemiologia, Sergio Curto, apesar de ter informado que nenhuma culpa foi atribuída até o momento.
O MSP comunicou que sua unidade de Vigilância Epidemiológica constatou que ''de 1º de janeiro de 2004 a 28 de julho de 2004, foram comprovados 417 casos (quase 80% são infecções de pele de tratamento ambulatório) e quatro pessoas faleceram.
O Sindicato Médico do Uruguai (SMU) já havia criticado a atuação do ministro Conrado Bonilla, afirmando que a mesma colocava em risco a vida das pessoas.

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