São Paulo - A Força Aérea israelense voltou a bombardear ontem a faixa de Gaza, horas após uma série de bombardeios que matou um jovem de 13 anos e deixou vários feridos no território palestino. Um porta-voz das Forças de Defesa israelense, citado pelo jornal ''Haaretz'', disse que os aviões israelenses atingiram centros de produção de armas no centro de Gaza e outros dois alvos no norte e no sul do território.
''As Forças de Defesa israelenses não vão tolerar nenhuma tentativa de ferir cidadãos israelenses e soldados israelenses'', diz um comunicado dos militares, acrescentando que as forças israelenses vão continuar operando ''de maneira resoluta'' contra qualquer um que aterrorizar Israel. Israel acusou milícias de Gaza pelo triplo ataque e prometeu reação.
Horas antes, Israel bombardeou sete alvos do território palestino, deixando um adolescente morto e 17 feridos, segundo fontes médicas. Um porta-voz militar disse sob condição de anonimato que os alvos incluem dois locais usados por terroristas e um depósito de armas no norte de Gaza, além de dois túneis de contrabando e um local usado por terroristas no sul de Gaza. Oficialmente, o Exército de Israel não confirmou os bombardeios da madrugada.
Fotos divulgadas na televisão ontem mostravam oito corpos em um necrotério de Gaza. Autoridades médicas disseram que um menino de 13 anos estava entre os mortos e ao menos 17 pessoas ficaram feridas em diversos ataques.
Na tarde de quinta-feira, um bombardeio aéreo israelense matou o chefe e ao menos outros quatro membros dos Comitês de Resistência Popular, facção palestina, na faixa de Gaza, de acordo com o grupo e fontes médicas palestinas.
Na manhã de ontem, milícias palestinas retaliaram os bombardeios e lançaram ao menos dez foguetes Grad e Qassam contra o território de Israel. A maioria dos foguetes atingiu áreas desertas.
Em uma estrada normalmente tranquila no deserto oito israelenses morreram e 25 ficaram feridos em três ataques.

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