Washington - Um alerta máximo foi decretado ontem em Washington, provocando a evacuação da Casa Branca e a decolagem de caças F-16 em missão de combate, no momento em que um pequeno avião particular do tipo Cessna invadiu o espaço aéreo da cidade.
O alerta foi ativado devido ao ingresso, sem autorização, ''de um pequeno avião privado no espaço aéreo restrito a Washington'', disse a porta-voz do Departamento de Segurança Interior, Valerie Smith. Durante o alerta de emergência, que incluiu a evacuação da Casa Branca e do Congresso durante 15 minutos, o presidente George W. Bush estava passeando de bicicleta num subúrbio de Washington, de acordo com a imprensa americana.
Já a esposa de Bush, Laura, e o vice-presidente Dick Cheney estavam na sede do governo americano e foram evacuados de urgência, disse o porta-voz da Casa Branca, Scott McClellan, que não informou se foram levados a refúgios subterrâneos ou para fora do prédio.
No entanto, nenhuma ordem de evacuação foi dada no Departamento de Estado, onde a chefe da diplomacia americana, Condoleezza Rice, concedia uma entrevista ao jornalista da CNN Larry King.
Dois caças F-16 decolaram da Base Andrews, nos subúrbios de Washington e se dirigiram para interceptar o avião particular, que não respondia às ordens emitidas por rádio para se afastar da capital, acrescentou o porta-voz da Casa Branca, Scott McClellan, uma hora depois de finalizado o incidente.
Os pilotos lançaram foguetes-sinalizadores de alerta no momento em que o pequeno avião se encontrava a menos de 5km da Casa Branca. Em seguida, o Cessna mudou seu rumo e, escoltado por um helicóptero Black Hawk, se dirigiu ao aeródromo de Frederick, no subúrbio norte da cidade. ''Dois caças F-16 da Base Andrews interceptaram o avião (...) e depois o escoltaram para fora da zona proibida'', disse um porta-voz do Comando de Defesa Aérea da América do Norte (NORAD, na sigla em inglês).
Os aviões, acrescentou, ''levavam armas (... mas) se precisassem ser utilizadas, a ordem deveria vir do SecDef'' (como os militares se referem ao secretário de Defesa, Ronald Rumsfeld). Ao descer do avião, o piloto foi detido e levado para um carro da polícia, que o aguardava perto da pista, mostraram as imagens da TV americana.
A violação do espaço aéreo da capital americana fez com que o dispositivo de emergência fosse efetivado. Foram acionadas sirenes no Congresso, enquanto legisladores, empregados e visitantes eram evacuados. ''Os agentes de segurança gritavam: 'corram, corram, corram''', disse um funcionário da Casa Branca.
Uma das testemunhas da evacuação foi o presidente de El Salvador, Antonio Saca, que viajou a Washington para fazer campanha em favor da aprovação do Tratado de Livre Comércio com a América Central. ''Agora, estou tranquilo, graças a Deus, depois de viver este momento de muito estresse aqui em Washington'', disse o chefe de Estado à rádio salvadorenha YSKL.
O espaço aéreo de Washington é zona restrita desde os ataques de 11 de setembro de 2001, quando quatro aviões comerciais foram sequestrados. Dois deles foram lançados contra o World Trade Center, em Nova York, o terceiro se espatifou sobre o Pentágono e o quarto caiu na Pensilvânia.

mockup