Cairo - Uma aeronave da companhia EgyptAir caiu durante a madrugada de ontem - noite de quarta-feira, no horário de Brasília - enquanto sobrevoava o Mar Mediterrâneo, num voo entre Paris e o Cairo, com 66 pessoas a bordo. O avião havia sido dado como desaparecido nas primeiras horas de quinta. Mais tarde, o presidente da França, François Hollande, confirmou a queda, afirmando que todas as hipóteses - incluindo um atentado terrorista - estão sendo investigadas.
Segundo o ministro da Aviação Civil do Egito, a possibilidade de um ataque é "mais alta" do que a de uma falha técnica no Airbus A320, que decolou do aeroporto Charles de Gaulle. A Inteligência russa apontou na mesma direção.
O governo dos EUA não havia se manifestado oficialmente até as 21 horas, mas funcionários ouvidos pela agência Reuters dizem não descartar a hipótese de um atentado. Um exame preliminar de imagens de satélites americanos não apontou, porém, sinais de explosão na rota da aeronave ao longo do voo.
O presidente Barack Obama recebeu informações por meio de Lisa Monaco, conselheira para segurança doméstica e contraterorrismo, o que reforça a ideia de que Washington avalia o cenário de ação terrorista.
A EgyptAir anunciou, durante a tarde, que pedaços da aeronave haviam sido encontrados próximos à ilha grega de Cárpatos. A informação, porém, foi desmentida horas depois. Segundo o vice-presidente da companhia, Ahmed Adel, as equipes de busca perceberam que os destroços não eram do Airbus quando se aproximaram deles no Mediterrâneo.
Adel disse que a EgyptAir não está envolvida nas buscas e recebe informações de autoridades gregas e do Exército egípcio. Antes do recuo da empresa, a informação já havia sido negada pela Grécia, que juntamente com Egito e França participa das operações de resgate em uma ampla área ao sul da ilha grega de Creta.

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