Washington - O presidente hondurenho deposto Manuel Zelaya partiu de Washington com destino a Tegucigalpa na tarde de ontem em uma tentativa de recuperar o poder. Zelaya foi derrubado em um golpe militar há uma semana.
A caminho de Honduras, Zelaya afirmou ter pedido ao comando das Forças Armadas que permita o pouso da aeronave. ''Sou o comandante-em-chefe das Forças Armadas, eleito pelo povo, e pedi a elas que cumpram a ordem de abrir o aeroporto para que não haja problema para descer e confraternizar com meu povo'', declarou.
Zelaya viajou acompanhado do presidente da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), o nicaraguense Miguel D'Escoto, desafiando uma ordem do governo que assumiu após o golpe para que o avião seja impedido de entrar em Honduras.
Também viajam com o presidente deposto a chanceler Patricia Rodas, o embaixador hondurenho na Organização dos Estados Americanos (OEA) Carlos Sosa, dois jornalistas e um guarda-costas.
Minutos depois, um avião levando o presidente do Equador, Rafael Correa, a presidente da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner, e o secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza, partiu de Washington para acompanhar o retorno de Zelaya. Mas a aeronave levando Correa, Cristina e Insulza desceria em El Salvador, e não em Tegucigalpa.
Pouco depois da notícia da decolagem, milhares de simpatizantes de Zelaya começaram a se dirigir ao aeroporto na tentativa de receber o presidente deposto. As informações são da Associated Press e da Dow Jones.

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