Avião da EgyptAir teve problema em reversor. A Boeing se defende
France Presse
De Newport, EUA
O Boeing 767 da EgyptAir teve problemas em um de seus reversores na véspera da queda domingo no Atlântico, em frente à costa nordeste dos Estados Unidos, anunciaram na terça-feira à noite os investigadores.
Os pilotos que realizaram escalas prévias assinalaram que um dos reversores estava inoperante, revelou o presidente da Agência Nacional para a Segurança no Transporte (NTSB), Jim Hall, numa coletiva em Newport (Rhode Island).
Esse reversor foi desativado, mas ignora-se a razão exata da decisão.
Os reversores são utilizados na aterrissagem para ajudar a desaceleração do aparelho.
A NTSB indicou também que novos dados de radar à disposição dos investigadores assinalam que no momento de sua queda de 33 mil pés (cerca de mil metros) no oceano, o Boeing desceu a uma velocidade de 24 mil pés (7,3 mil metros) por minuto, e que superou a barreira do som alcançando uma velocidade de 600 nós, isto é, 1,1 mil km/h.
Os radares seguiram o avião até 16,7 mil pés (5,1 mil metros), e depois o visor radar a bordo do avião cessou de enviar aos controladores as indicações de altitude, o que parece indicar que houve um inexplicado corte de energia.
Phil Condit, presidente da empresa aeronáutica Boeing, saiu ontem, em Washington, em defesa de seu modelo de avião 767, o do aparelho da EgytAir que no domingo caiu no Oceano Atlântico com 217 pessoas a bordo, perto da costa americana.
Condit disse que este birreator para grandes percursos é o avião comercial mais seguro, pois apenas dois deles sofreram acidentes em 18 anos.
Sobre a hipótese de uma falha nos reversores, lançada pelos investigadores para explicar a tragédia, Condit assegurou que as modificações praticadas pela Boeing teriam acertado esse problema.
Todas as operações de busca foram interrompidas por pelo menos 24 horas por causa do mau tempo no local em que o Boeing 767 da Egyptair caiu no domingo passado, com 217 pessoas a bodo, indicou esta quarta-feira um porta-voz da guarda-costeira.
O resgate poderá continuar parado até o final de semana se prosseguir a tempestade que atinge a região do Oceano Atlântico, cenário da catástrofe, diante da ilha de Nantucket.





