Avião bate em prédio e mata 2 em Nova York
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quarta-feira, 11 de outubro de 2006
Folhapress 
São Paulo - Um pequeno avião ou um helicóptero bateu em um prédio residencial de 50 andares no Upper East Side, na ilha de Manhattan, em Nova York. Autoridades do governo norte-americano e do FBI já descartaram ligação com terrorismo. A Administração Federal de Aviação dos EUA confirmou que a colisão deixou dois mortos ontem.
O avião, pertencente ao jogador de beisebol dos Yankees Cory Lidle, deixou o aeroporto de Teterboro, em Nova Jersey, às 14h30 locais (15h30 de Brasília). Lidle seria o piloto. Testemunhas viram o monomotor sobrevoar o Upper East Side em baixa altitude, aparentemente desgovernado, e atingir o prédio, na altura do 20º andar.
Aviões militares sobrevoaram regiões dos EUA, mas o governo não elevou o alerta de segurança do país. Todos os aeroportos de Nova York e dos Estados Unidos funcionaram normalmente ontem.
Há exatamente um mês, os EUA lembraram o pior ataque terrorista contra o país, quando aviões comandados por sequestradores atingiram as torres gêmeas do World Trade Center, em Nova York, e o Pentágono, nas cercanias de Washington. O ataque deixou cerca de três mil mortos.
Segundo a CNN, a aeronave colidiu aparentemente contra o 20º andar de um edifício de 50 andares da rua 72, na zona leste de Manhattan - cerca de 2,4 km da sede da ONU (Organização das Nações Unidas). Parte do combustível do avião vazou após o choque, gerando focos de incêndio em ruas próximas ao edifício.
Uma equipe do Corpo de Bombeiros controlou e apagou o fogo. Moradores foram retirados do local. Segundo Emily Rahimi, porta-voz dos bombeiros, a colisão causou um forte barulho, deixando parte de um andar do prédio em chamas.
O tráfego na região foi prejudicado devido ao acidente. O edifício, construído na década de 80, possui 183 apartamentos, muitos dos quais vendidos por mais de US$ 1 milhão.
O governo americano descartou que a colisão seja fruto de uma ação terrorista contra o país. O nível de alerta contra terrorismo não foi alterado após o choque.
O escritório do FBI em Nova York enviou duas equipes especializadas em terrorismo para o local. Os agentes federais também afirmaram que não havia indicação de que a colisão fosse um ato de terrorismo. Eles trabalharam em conjunto com funcionários do aeroporto La Guardia, em Nova York, para identificar a aeronave.
O Pentágono colocou caças para sobrevoar diversas cidades americanas como precaução. Aviões de combate foram deslocados para as cidades. Apesar disso, os aeroportos de todo o país funcionaram normalmente.


