São Paulo- O envolvimento do Brasil na ação de resgate dos reféns das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) na Colômbia deu à missão uma dimensão internacional, segundo Patricia Danzi, chefe de operações do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) para a América Latina.
Com a libertação do ex-deputado Sigifredo López, ontem, chega ao fim a libertação de seis reféns prometida pelas Farc, que, no domingo, entregou três policiais e um soldado e, na terça-feira, o ex-governador Alan Jara, à missão humanitária liderada pela senadora de oposição Piedad Córdoba.
O Exército do Brasil forneceu helicópteros e pilotos para a missão humanitária. As aeronaves foram identificadas com o símbolo da Cruz Vermelha. ''O fato de um terceiro país (Brasil) estar disposto a dar apoio logístico a uma operação humanitária é muito louvável'', disse Danzi, em entrevista divulgada pela organização. ''Todos concordam que a equipe brasileira do helicóptero é muito profissional e estão fazendo um ótimo trabalho apesar da sua falta de familiaridade com a área por onde tiveram que voar'', completou.
De acordo com Danzi, todo o país participou, ''pelo menos emocionalmente'', das libertações. ''Nos últimos dias, as pessoas ficaram grudadas dia e noite nos seus rádios e nos seus televisores, compartilhando a alegria das famílias que foram reunidas.''

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