Najaf - As principais autoridades religiosas xiitas do Iraque estabeleceram como prioridade do novo governo interino iraquiano, que assumiu a administração na última terça-feira, a organização de eleições gerais, previstas no mais tardar para o início de 2005.
O religioso xiita de maior prestígio, o grande aiatolá Ali Sistani, manifestou um apoio prudente ao novo executivo, pedindo uma atuação em favor da volta da segurança ao país, da recuperação da soberania nacional e da celebração de eleições gerais.
Em um comunicado divulgado por seu escritório em Najaf (centro), Sistani afirma que o novo governo, nomeado após negociações entre a coalizão, o agora dissolvido Conselho de Governo e o enviado das Nações Unidas Lakhdar Brahimi, só será aceito pelo povo se provar de forma concreta sua intenção de executar as quatro seguintes tarefas: 1) ''Atuar para obter uma decisão das Nações Unidas que restitua a soberania completa ao povo iraquiano'';
Em segundo lugar, ''garantir a segurança em todo o país e acabar com o crime organizado e todas as operações criminosas''; 3) ''Oferecer serviços públicos aos cidadãos e aliviar seu sofrimento diário''; 4) ''Preparar seriamente as eleições gerais, mantendo a data fixada para o início do próximo ano, com o objetivo de formar uma Assembléia Nacional (transitória) que não estará vinculada a nenhuma decisão tomada durante a ocupação, incluindo a denominada ''lei fundamental''.
De acordo com a lei fundamental aprovada em março pelo Conselho de Governo, a Assembléia Nacional deve redigir a nova Constituição do país, eleger o novo executivo e elaborar leis antes de dezembro de 2005, data prevista para sua extinção.

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