Autoridades acusam mais dois suspeitos por ataques em Bruxelas
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terça-feira, 12 de abril de 2016
Juliano Machado<br>Folhapress 
Berlim, Alemanha - A Procuradoria Federal da Bélgica anunciou ontem que mais dois suspeitos detidos no país foram acusados de envolvimento nos atentados de 22 de março em Bruxelas. Eles serão investigados por "participação em atividades de grupo terrorista, assassinatos e tentativas de assassinatos terroristas". Os homens, identificados apenas como Smail F., nascido em 1984, e Ibrahim F., em 1988, teriam relação com o aluguel de um apartamento no bairro de Etterbeek que teria servido como um dos esconderijos do grupo responsável pelos atentados à capital belga, deixando 32 mortos e mais de 300 feridos.
Também ontem, a polícia belga fez uma operação em que prendeu três suspeitos em uma casa no bairro nobre de Uccle, ao sul de Bruxelas. Eles podem ter relação com a série de atentados contra Paris em 13 de novembro, que matou 130 pessoas. Os procuradores não informaram o que foi achado na casa, mas disseram que os três serão levados a um tribunal hoje, para que um juiz decida se permanecem presos ou não.
Um dos envolvidos nos ataques a Bruxelas em 22 de março e preso na sexta-feira, o belga de origem marroquina Mohammed Abrini, de 31 anos, disse aos investigadores da Bélgica que a célula terrorista pretendia fazer atentados durante a Eurocopa (torneio de futebol das seleções europeias), que ocorrerá em dez cidades da França entre 10 de junho e 10 de julho. A informação foi divulgada na segunda-feira pelo jornal francês Libération.
No domingo, a Procuradoria Federal da Bélgica já havia dito que os terroristas de Bruxelas queriam atacar Paris pela segunda vez, e não a capital belga. Mas, segundo os procuradores, os possíveis alvos eram o distrito parisiense de La Défense, centro financeiro da capital francesa, e a sede de uma associação católica.
As autoridades belgas afirmaram no sábado que Abrini confessou ser o "homem de chapéu" flagrado pelas câmeras de segurança do aeroporto de Bruxelas ao lado dos dois terroristas que se explodiram no terminal. Abrini fugiu depois da ação e, a pé, percorreu cerca de 10 km até o centro de Bruxelas. Ele tinha contra si uma ordem de prisão desde 24 de novembro.


