São Paulo O egípcio Hesham Mohamed Hadayet o atirador que anteontem matou duas pessoas no balcão da companhia aérea israelense El Al antes de ser morto por seguranças era nascido em 4 de julho de 1961. Ele escolheu a data de seu aniversário, que coincide com o Dia da Independência dos EUA, para atacar o Aeroporto Internacional de Los Angeles, num ato considerado terrorista pelas autoridades israelenses. Apesar de não afirmarem imediatamente que o incidente foi um ato de terrorismo, o FBI investiga essa hipótese e os analistas norte-americanos supõem ainda que o ataque pode ter sido movido por ''ódio racial'.
Casado, pai de dois filhos, Hadayet vivia nos EUA desde 1992. Ele trabalhava como motorista de limusine e estaria em situação ilegal no país. As autoridades só conseguiram identificar o atirador através de impressões digitais deixadas em seu veículo, pois ele não portava documentos de identidade quando chegou ao aeroporto.
''Ele estava munido de uma pistola calibre 45, que usou para fazer os disparos, e também com outra nove milímetros, além de um canivete'', informou o porta-voz do FBI, Ron Iden. O egípcio ainda levava munição adicional e revistas sobre armas.
O crime á Hadayet aproximou-se do balcão da El Al, no Aeroporto Internacional de Los Angeles, por volta das 11h30 (15h30 em Brasília), e começou a atirar contra as pessoas que se encontravam no local. Dois agentes de segurança da companhia aérea israelense tentaram detê-lo. O egípcio conseguiu esfaquear um dos seguranças, que mesmo ferido conseguiu reagir e matou o agressor.
As duas vítimas mortas pelo atirador foram identificadas como uma funcionária da El Al, de 20 anos, e o importador de diamantes israelense Yakov Aminov, 46, que levava amigos ao aeroporto de Los Angeles quando foi baleado pelo egípcio.
Aminov vivia na região de Los Angeles e morreu durante uma operação para extração da bala. Casado, ele deixou a mulher grávida, que teve de ser medicada ao saber da morte do marido.
No momento do ataque, dez passageiros encontravam-se no balcão da El Al, fazendo check-in para um vôo entre Los Angeles e Tel Aviv. Outros 80 passageiros haviam embarcado, escapando do ataque.
Buscas á Atrás de possíveis ligações terroristas, a polícia entrou na madrugada desta sexta-feira na casa de Hadayet. Os policiais revistaram o apartamento dele em Irvine (sudeste de Los Angeles), de onde foram confiscados um computador, caixas de livros, documentos e um carro. As autoridades tentavam compreender se o homem agiu sozinho ou como parte de uma conspiração terrorista. ''Vamos precisar de vários dias para chegar a uma conclusão'', acrescentou o agente do FBI encarregado do caso, Richard Garcia.
''Estamos trabalhando com o governo egípcio para tentar entrevistá-los'', destacou Garcia. Além de eventual atentado terrorista, a polícia trabalha com a hipótese de que o tiroteio tenha sido fruto de um ''crime de ódio racial ou religioso''.

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