São Paulo- O austríaco Josef Fritzl, 73, que manteve a filha Elizabeth encarcerada no porão de casa por 24 anos e com ela teve sete filhos, foi oficialmente acusado ontem pela Promotoria de St. Poelten, a 69 km de Viena, de matar uma das crianças em 1996. Segundo a acusação, Fritzl foi negligente, e o bebê teria sobrevivido se ele houvesse procurado ajuda médica. Os sete partos de Elizabeth foram feitos sem assistência. Em depoimentos à polícia, o acusado negou falta de socorro e disse ter incinerado o corpo da criança, gêmea de outro filho que sobreviveu, porque ela nascera morta. Segundo as autoridades, não há provas da incineração e nem da cumplicidade da esposa de Fritzl, que adotou com ele três dos netos sem saber que eram resultado da relação incestuosa. Fritzl também foi acusado de estupro, incesto, coerção, cárcere privado e escravidão. Se for condenado por homicídio, a pena máxima é a prisão perpétua. A expectativa é que o julgamento comece no início de 2009.

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