Áustria tenta evitar novo drama de Amstetten
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 02 de maio de 2008
France Presse 
Amstetten, Áustria - Dias após a descoberta do drama de Amstetten, onde um homem de 73 anos sequestrou e estuprou durante 26 anos sua filha em um porão, a Áustria estuda um endurecimento da sua legislação para impedir novos crimes deste tipo.
A ministra da Justiça, Maria Pastor, social-democrata, propôs na sexta-feira duplicar, no máximo até 30 anos, o prazo pelo qual os crimes e delitos sexuais permaneçam inscritos na ficha policial das pessoas julgadas perigosas.
Atualmente, os crimes e delitos sexuais são apagados dos arquivos judiciais num período de dez a quinze anos, de acordo com os casos.
Por sua vez, a oposição de extrema direita quer que os crimes nunca sejam retirados das fichas criminais, quando se tratar de crimes e delitos sexuais.
A controvérsia foi levantada pela opinião pública e pela imprensa, incluindo meios de comunicação do exterior, porque Josef Fritzl pôde obter o direito de guarda de três das sete crianças procedentes das relações incestuosas com sua filha.


