France Presse
De Roma e Paris
Diante de uma incessante série de atos criminosos e da preocupação da opinião pública, o governo italiano adotou uma ‘‘linha dura’’ em questões de segurança e vem programando várias reuniões para analisar novas medidas contra a criminalidade. Numerosos casos registrados nos últimos dias, entre eles o assassinato de um agente da polícia financeira, no último sábado em Nápoles, reativaram o debate sobre os meios para lutar contra a criminalidade, a maior preocupação dos italianos, de acordo com as últimas pesquisas.
A esquerda italiana defende a linha dura e apóia a opinião do presidente da Câmara de Deputados, Luciano Violante, que considera a ‘‘segurança social como uma condição essencial para a justiça e a democracia’’. Por sua parte, a ministra do Interior, Rosa Russo Jervolino, denunciou o aumento do número de delinquentes livres e prometeu severidade no assunto da segurança.
Ante a ameaça da ministra de criar um ‘‘Estado policial’’, os líderes da direita, Sílvio Berlusconi, do Pólo das Liberdades, e Gianfranco Fini, da Aliança Nacional, se limitam a criticar o Governo por ter acordado ‘‘tarde demais’’.
ParisO crescimento da violência urbana na região parisiense ‘‘é significativo’’ e passou de 2.027 incidentes registrados em 1994 para 8.581 em 1998, informaram as autoridades em Paris.
O chefe de polícia, Philippe Massoni, explicou que se observa um aumento dos roubos, assim como agressões, ameaças e chantagens embora tenham sido reduzidos os homicídios dolosos e os roubos à mão armada. ‘‘A participação de menores na delinquência aumenta regularmente de um ano para outro’’, acrescentou, lembrando que, por exemplo, num dos departamentos próximos a Paris, Essone, os menores representam 65% do todal de criminosos detidos.
Quanto aos ataques aos meios coletivos de transporte, o prefeito explicou que as ameaças nas redes de estradas de ferro urbana e suburbana contra os condutores aumentou 154% nos últimos quatro anos e que os atentados físicos contra os condutores subiram no mesmo período 2,7%.
Nos oito primeiros meses de 1999 em relação a 1998 os crimes e delitos aumentaram 3,08%.

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