São Paulo- A dois dias da realização do referendo revogatório que pode selar o destino do governo de Evo Morales na Bolívia, as manifestações oposicionistas crescem no departamento de Santa Cruz, que detém 30% do PIB do país. Há protestos também em Beni, Pando e Tarija, outros departamentos que formam da região leste do país, de forte oposição ao governo.
Ocupações de estradas e aeroportos, manifestações e greves de fome são as estratégias utilizadas por lideranças locais para demonstrar seu repúdio aos últimos atos de Morales e seus aliados. Morales classificou as ações de ''ditadura civil''. ''São atitudes unilaterais de grupos que se opõem às mudanças levadas a cabo por seu governo e atentam contra a democracia'', afirmou.
Em Santa Cruz, cerca de 30 manifestantes se dirigiram ao município de El Torno para impedir a presença do vice-presidente Álvaro García Linera, que pretendia encerrar no local a campanha favorável ao presidente para o referendo de domingo.
Na praça 24 de Setembro, em Santa Cruz de la Sierra, capital do departamento, mais de 300 pessoas realizam greve de fome. Entre as exigências delas está a ''devolução'' dos fundos do Imposto Direto aos Hidrocarbonetos (IDH), recursos antes repassados aos departamentos e que agora são usados para financiar aposentadorias de bolivianos maiores de 60 anos.
Em Tarija foi organizada uma greve de 24 horas.

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