GENEBRA - No ano passado, mais de sete mil pessoas foram condenadas à morte e mais de quatro mil foram executadas, sendo que 3.500 destas execuções aconteceram na China, informou a Anistia Internacional.
A organização de defesa dos direitos humanos elogiou a Comissão de Direitos Humanos da ONU por ter pedido aos países que continuam aplicando a pena de morte para que freiem as execuções. A resolução foi aprovada por 27 votos a favor, 11 contra e 14 abstenções.
A Anistia ressaltou que, em muitos países as condenações à morte são mais numerosas, as execuções acontecem depois de julgamentos injustos, baseados em testemunhos obtidos pela força e onde os presos carecem de apoio legal.
Pelo menos 4.272 presidiários foram executados em 39 países no ano passado e 7.017 pessoas foram condenadas à morte em 76 países, segundo a organização internacional.
Estas cifras, que representam apenas uma parte das condenações e execuções reais, representam um aumento de 30% em relação a 1995, ano em que 3.276 pessoas foram executadas e 4.165 condenadas à morte, acrescentou a Anistia.
Este aumento é atribuído à campanha contra o crime lançada em abril do ano passado pela China. A Anistia calcula que este país tenha executado 3.500 pessoas no ano passado. A maioria delas não contou com um julgamento justo e muitas foram rapidamente abatidas depois do processo.
Na Ucrânia, 169 presidiários foram executados; na Rússia, 140; e no Irã, mais de 110. China, Ucrânia, Rússia e Irã representaram 92% das execuções em todo o mundo no ano passado.
Nos Estados Unidos, pelo menos 3.150 presos esperavam no corredor da morte para serem executados no final de setembro e 45 pessoas foram condenadas à morte no ano passado.
Apesar do aumento das execuções, a Anistia observou uma crescente tendência mundial para abolir a pena de morte.
FuzilamentoUm iemenita que matou seis pessoas - quatro alunos e dois professores - em duas escolas de Sanaa foi fuzilado em público ontem no local onde cometeu o crime e na presença de milhares de pessoas, constatou a AFP.
Um militar disparou cinco vezes em Mohammad al Nadhiri, de 42 anos, que tinha os olhos vendados. Depois da execução, a multidão que assistia a tudo irrompeu aos gritos de ‘‘Viva a justiça!’’.
Mohammad havia aberto fogo no dia 24 do mês passado contra os alunos de duas escolas.

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