Aumenta nível de alerta nos EUA
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 10 de setembro de 2002
Agência EFE 
WashingtonAs autoridades dos EUA aumentaram pela primeira vez, ontem, de ''elevado'' para ''alto'' o nível de alerta no país e no exterior, diante da possibilidade de que sejam cometidos atentados coincidindo com o primeiro aniversário dos atos de terror cometidos a 11 de setembro do ano passado. O procurador-geral John Ashcroft, juntamente com o responsável pelo Escritório para a Segurança Nacional, Tom Ridge, e o diretor do FBI, Robert Mueller, disseram em entrevista coletiva que o nível de alerta aumentou diante da existência de ''novas informações''. Ashcroft assegurou que as informações disponíveis indicam que ''grupos da Al Qaeda se estabeleceram em diferentes países do sudeste asiático'', juntando explosivos nos últimos meses para utilizá-los contra os interesses dos EUA, especialmente fora do país.
''Os objetivos mais prováveis da Al Qaeda seriam os setores de transporte e energia, além de instalações que poderiam ser reconhecidas no mundo como símbolo de poder dos EUA: instalações militares, embaixadas ou monumentos'', explicou Ashcroft. Ele ressaltou que o mais provável é que os atentados aconteçam no exterior, mas sempre contra os interesses norte-americanos.
Ashcroft disse que os ataques podem ser em escala menor ''para demonstrar presença'' ou também ''sofisticados''.
O procurador-geral indicou que a ameaça provém da Al Qaeda e advertiu que é possível que aconteçam ataques suicidas contra interesses dos EUA no Oriente Médio com carros bomba, por exemplo. Ashcroft lembrou que nas últimas horas o governo decidiu fechar quatro embaixadas no sudeste da Ásia, entre elas as das Filipinas e Indonésia. Ele acrescentou que o nível de alerta aumentou após a obtenção de nova informação e da análise de dados que já estavam em poder das autoridades.
No quadro de alertas do Governo dos Estados Unidos há cinco níveis, e apenas o vermelho, determinando que o risco de atentados é ''grande'', está acima do ativado neste momento.
Vice escondidoO vice-presidente dos EUA, Dick Cheney, passou a noite de segunda-feira em um lugar ''seguro e secreto'', informou ontem o porta-voz da Casa Branca, Ari Fleischer.
Fleischer disse que esta decisão foi tomada com base em informações recebidas, mas não deu mais detalhes a respeito.
Cheney, portanto, não esteve presente segunda-feira no concerto realizado no Kennedy Center em homenagem ao primeiro aniversário dos atentados, que contou com a presença do presidente George W. Bush.
No entanto, ontem pela manhã, segundo a Casa Branca, Cheney se encontrava trabalhando em seu escritório.


