France Presse/Awad AwadProtestosGrupos de jovens enfrentaram os soldados com pedras. A polícia respondeu com tiros de efeito moral e bombas de gás lacrimogêneo. Também foi detido um chefe do Movimento de Resistência Islâmica, considerado um dos piores terroristas do mundoManifestantes palestinos e soldados israelenses entraram em choque ontem na periferia de Hebron, na Cisjordânia. Foi o pior confronto dos últimos meses entre árabes e judeus. De acordo com funcionários dos hospitais das proximidades, 20 palestinos foram atingidos por balas ou ficaram intoxicados por gás lacrimogêneo. Outros 80 manifestantes foram levados aos hospitais com ferimentos mais leves. Cinco militares de Israel também saíram feridos.
E no dia seguinte ao atentado suicida que matou quatro pessoas em Tel Aviv, a polícia palestina deteve ontem um chefe militar do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), Ibrahim al Mukadmeh. ‘‘Mukadmeh é acusado de ter violado a segurança palestina’’, informou o promotor geral palestino, Jaled al Kidra.
‘‘Agimos unicamente em função de nossos imperativos de segurança’’, disse o promotor. O chefe do Hamas foi detido em sua casa no campo de refugiados de Bureij (centro da Faixa de Gaza). Há um ano, ele havia sido preso por suposto envolvimento nos atentados suicidas de fevereiro e março de 1996 em Israel, mas foi libertado no último dia 1O por decisão do presidente palestino Yasser Arafat.
Na quinta-feira, em um discurso para uma platéia de 3 mil partidários do Hamas, no campo de refugiados de Jan Yunes - ao sul de Gaza, Mukadmeh disse que os únicos que podem deter Israel são os ‘‘abnegados combatentes que se sacrificam com seus explosivos a fim de destruir os inimigos de Alᒒ.
Quase no mesmo momento, o Hamas reinvindicava a autoria do atentado de Tel Aviv em uma ligação telefônica à TV israelense.
Há alguns dias, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, havia se referido a Mukadmeh como ‘‘um dos piores terroristas do mundo’’, garantindo que sua libertação ‘‘havia dado luz verde’’ à retomada das ações terroristas.

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