Aumenta clima de tensão em todo sudeste da Ásia
A degradação política e social nos países do Sudeste asiático, que estão afundando em uma devastadora crise econômica, se agrava. Depois da Indonésia, já de joelhos, a tensão chega agora ao Camboja, Birmânia e Malásia.
Em Phnom Penh, pelo segundo dia consecutivo, o exército disparou ontem para dispersar os manifestantes que protestavam pelo resultado das eleições - que eles acreditam foi truncado - e que confirmou o controle do poder por Hun Sen, o atual líder cambojano.
Hun Sen deu segunda-feira um toque de advertência às manifestações antigovernamentais, que se realizam diariamente há duas semanas, acusando os dirigentes da oposição de ser responsáveis pelo lançamento de uma granada contra uma de suas residências.
Em Rangum, por sua parte, onde o endurecimento da situação preocupa a Tailândia, a Junta militar no poder continuou pelo terceiro dia consecutivo os ataques sistemáticos contra os oposicionistas. Segundo a Liga Nacional para a Democracia (oposição) o número de pessoas detidas se eleva hoje a 220.
Na Malásia, os ataques governamentais se concentraram contra o ex-ministro de Finanças, Anwar Ibrahim, de 51 anos, que perdeu todos os seus cargos oficiais e que ainda pode ser preso.
Em Jacarta, a legitimidade do governo do presidente Yusuf Habibie, que sucedeu o presidente Suharto, obrigado a renunciar depois de 32 anos de poder absoluto, foi contestada nas ruas pela primeira vez em mais de três meses.France PresseProtestosManifestantes incendeiam carros em Phnom Penh. Os protestos estão ocorrendo há duas semanasFrance Presse





