Soldados e tanques reforçaram a presença de Israel em torno das cidades palestinas, ontem, numa mensagem israelense de demonstração de força para que o líder palestino Yasser Arafat contenha os mais de nove meses de violência na região. Palestinos desafiantes condenaram a mobilização militar, alertando que isto poderia piorar a crise, marcada nos recentes dias por um significativo aumento na violência dos dois lados. Oficiais israelenses negaram que o reforço militar faça parte de um plano para iniciar um ataque em grande escala ou para reocupar a terra sob controle palestino.
‘‘Ao contrário do que diz a imprensa, nós não temos a intenção de reconquistar os territórios’’, disse o ministro israelense de Relações Exteriores, Shimon Peres. Ele está em Londres para reuniões com os líderes britânicos.
Mais soldados chegaram aos pontos de checagem existentes na Cisjordânia. Outros se posicionaram em rodovias, parando e revistando carros. Não foram divulgados números sobre o deslocamento de soldados, tornado público na noite de terça-feira por fontes israelenses.
Alguns palestinos que viajavam de Belém a Jerusalém evitaram os lotados pontos de checagem, contornando as posições por trilhas empoeiradas.
O brigadeiro-general Faiz Arafat, comandante palestino em Jenin, no norte da Cisjordânia, disse que havia ali mais tropas israelenses que o normal, mas comentou que a presença dos soldados sempre foi grande. ‘‘Acho que se trata apenas de um recado para nos assustar e nos deixar em um difícil estado psicológico’’, disse ele.

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