A tensão aumentou mais uma vez nos territórios palestinos, ontem, depois do assassinato de um colono israelense na Faixa de Gaza e a consequente instauração de um bloqueio total na região, afirmaram fontes palestinas. O corpo de Rony Tzalah, de 32 anos, colono israelense que havia desaparecido no domingo à noite, foi encontrado ontem pela manhã próximo da colônia de Kfar Yam, ao sul da Faixa de Gaza. Segundo os primeiros elementos da investigação, Tzalah foi morto com uma bala na cabeça e depois três ou quatro agressores arrastaram o corpo até um campo vizinho, afirmam fontes militares. As fontes tinham afirmado anteriormente que o colono havia sido sequestrado por palestinos, que roubaram seu automóvel e depois o mataram dentro do veículo. Após o crime, os palestinos teriam se dirigido a Jan Yunés por caminhos menos frequentados para evitar as blitzes do exército israelense. O automóvel do colono foi abandonado no centro de Jana Yunés e depois incendiado por homens mascarados, afirmaram no domingo à noite fontes palestinas.
Com esta vítima, aumenta para 378 o número de mortos desde o início da Intifada (sublevação palestina) no dia 28 de setembro: 320 palestinos, um alemão, 13 árabes-israelenses e 44 israelenses.
Depois do assassinato, o exército israelense anunciou ter imposto um novo bloqueio total à Faixa de Gaza. Isto implica o fechamento do único aeroporto ao sul da região, assim como as passagem de Kari e Erez, informou um comunicado do porta-voz do exército. A entrada no território israelense de milhares de palestinos, recentemente autorizados para ir trabalhar em Israel, também foi proibida, segundo o comunicado. Os postos da fronteira e o aeroporto tinham sido reabertos, pelo menos parcialmente, na quinta-feira, depois de reuniões entre os responsáveis pelos serviços de segurança israelenses e palestinos.
Ontem, também foi detonado um explosivo na passagem de comboios israelenses, próximo ‘a colônia de Netzarim, na Faixa de Gaza.

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