France PresseProntidãoMilitares peruanos tomam posição de alerta após os disparos ocorridos no interior da casa em que estão os reféns

LIMA - Os sequestradores que mantêm 74 reféns na residência do embaixador japonês em Lima desde o dia 17 de dezembro, dispararam ontem à tarde três longas rajadas de fuzis automáticos. Foram ouvidos pelo menos 14 tiros. Aparentemente, o tiroteio - que começou pouco depois do chefe da Cruz Vermelha peruana, Michel Minnig, ter deixado a casa - não causou ferimento em nenhum dos reféns. Alguns jornalistas, que desde o início da crise estão na vizinhança da mansão, afirmaram que a causa dos tiros foi a aproximação de um helicóptero branco e azul, supostamente da polícia.
‘‘O helicóptero se aproximou demais e então houve os disparos’’, afirmou uma testemunha. As unidades de elite da polícia que cercam a casa foram postas em alerta após os tiros. De acordo com outra versão, os rebeldes atiraram para responder à ‘‘provocação’’ dos policiais, que não estariam respeitando a ‘‘distância de segurança’’ de 100 metros, acertada com o governo nos primeiros dias dos sequestro.
Um pouco antes dos tiros, os rebeldes exibiram um cartaz pela janela da sede diplomática pedindo a presença de uma equipe de jornalistas do Canal 4, de Lima, para responder se aceitavam ou não a proposta do governo peruano de formar uma comissão de avalistas independentes para negociar uma saída para a crise.
Reunião cancelada Na véspera, uma reunião planejada entre Palermo e o líder dos rebeldes, Néstor Cerpa Cartolini, havia sido cancelada depois que o comando do MRTA insistiu, por intermédio da Cruz Vermelha, em manter sua exigência de libertação de mais de 400 membros do grupo que cumprem pena em prisões do país. ‘‘Se o ministro não levar em consideração nossa proposta de libertar nossos companheiros, é melhor que não haja reunião’’, disse Cerpa no domingo.
Para pôr fim à crise, o governo de Lima estaria disposto a deixar que os integrantes do comando do MRTA que estão na residência partissem para o exílio.

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