Os soldados tutsis banyamulenges, que se rebelaram contra o presidente da República Democrática do Congo (ex-Zaire), Laurent Kabila, intensificaram sua ofensiva em várias localidades do país. Eles reclamam o território na fronteira com Ruanda que Kabila lhes havia prometido em troca de apoio na luta contra o antigo ditador Mobutu Sese Seko.
O ministro de Relações Exteriores, Bizima Karaha, que é de origem tutsi, juntou-se ontem aos rebeldes em Goma e acusou Kabila de corrupção e nepotismo. Karaha e outros funcionários do governo haviam partido na segunda-feira para a África do Sul. O chanceler qualificou o presidente ‘‘de um homem perigoso’’ e advertiu que deverão ocorrer novas deserções nos círculos próximos a Kabila.
O líder dos insurgentes, Arthur Zahidi Ngoma, disse ontem, respondendo às acusações de Kabila de que Ruanda teria enviado seus soldados para apoiar os rebeldes, que a rebelião é uma ‘‘ação nacional, uma luta do povo congolês por seus direitos, que compreende pessoas de todos os grupos étnicos e religiões’’.

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