Aumenta a rebelião na Costa do Marfim
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sexta-feira, 27 de setembro de 2002
Virginie Gómez<br>Agência EFE 
AbidjánA rebelião na Costa do Marfim, que entrou ontem em seu oitavo dia, estendeu-se a várias cidades do norte do país, enquanto em Bouaké, epicentro do motim, já terminou a evacuação de estrangeiros, mas uma parte da população civil da Costa do Marfim está sendo impedida de deixar a região.
Os soldados amotinados contra o governo do presidente Laurent Gbagbo tomaram quinta-feira à noite a localidade de Odienné, situada perto da fronteira com a vizinha Guiné, 346 quilômetros de Bouaké, e 210 quilômetros de Korhogo, a principal cidade da região norte do país. Segundo moradores de Odienné, os rebeldes incendiaram o quartel da polícia e ocuparam todos os edifícios da administração pública local sem nenhuma dificuldade, já que as forças de segurança da cidade fugiram assim que chegaram os insurgentes, que só fizeram disparos ao ar.
Os insurgentes controlam também as localidades de Pogo, Ferkessedougou, Ouangolodougou e Nielle, informaram da região outras testemunhas.
Em Bouaké, as tropas francesas que desde a quarta-feira passada evacuaram cerca de 1.200 residentes estrangeiros, incluídos cerca de 600 compatriotas e 170 crianças norte-americanas, canadenses e holandesas que estudavam em uma escola missionária local, preparam-se para deixar a região e voltar a Yamousoukro, a capital da Costa do Marfim.
A parte da população local de Bouaké que tentou sair da cidade junto com os estrangeiros foi impedida de fazê-lo pelos rebeldes, que não dificultaram, no entanto, a saída de nacionais de outros países africanos, segundo testemunhas.
Sob uma chuva torrencial, centenas de aterrorizados marfinenses, que durante uma semana tinham ficado fechados em suas casas atemorizados pelo iminente confronto entre o Exército e os rebeldes, uniram-se à caravana de residentes que saía de Bouaké para Yamousoukro.
Vitória rebeldeOs soldados rebeldes assumiram na noite de quinta-feira o controle da cidade de Odienné, no Noroeste da Costa do Marfim, próxima da fronteira com a Guiné, afirmou ontem uma fonte municipal consultada em Abidjan.


