De 17 fetos ‘‘criados’’ por cientistas através do ‘‘método a três’’ para fertilidade – com o DNA de duas mães e de um pai biológicos –, um foi abortado e outro não se desenvolveu porque ambos estavam afetados por uma grave e misteriosa desordem genética: a síndrome de Turner, que provoca a falta de um cromossomo completo no interior de cada feto.
A síndrome de Turner (ou de Ullrich-Turner) é uma doença cromossômica que afeta as meninas. Freia seu crescimento e sua puberdade e as torna estéreis.
O fato, divulgado sexta-feira pelo jornal norte-americano Washington Post, lançou um novo alerta sobre uma experiência que já havia suscitado inquietude entre a comunidade científica.
Por sua importância, a técnica a três, publicada na revista Human Reprodution, da equipe do doutor Jacques Cohen, do Centro Médico San Bernabe de New Jersey, foi estampada na primeira página dos jornais dos EUA no início do mês.
A técnica permite que o óvulo de uma mulher estéril seja unido não apenas com o esperma de seu companheiro, mas também à parte de um óvulo de uma mulher mais jovem, criando assim, pela primeira vez na história, um ser com três pais diferentes.
Cohen e seus colaboradores afirmaram que as crianças nascidas mediante seu método haviam herdado os genes maternos das ‘‘verdadeiras’’ mães, e que, pelo êxito estatístico, podiam assegurar que todos os recém-nascidos gozavam de perfeita saúde.

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