São Paulo - O premiê de Mianmar, Thein Sein, foi eleito ontem pelo Parlamento o primeiro presidente civil do país, em 50 anos, em uma ação tida como ''cosmética'', já que o Exército continuará influenciando fortemente a política.
A escolha de Thein Sein, de 65 anos, leal ao líder militar birmanês, o general Than Shwe, oferece uma pequena chance de reformas econômicas e sociais no país, rico em recursos, mas que tem sofrido há décadas sob brutais ditaduras militares.
''Ele é perfeito para Than Shwe. Tem um bom histórico, nenhuma agenda política, nenhum plano de reformas e não tomará nenhuma iniciativa'', afirmou Aung Thu Nyein, um proeminente acadêmico birmanês, educado nos Estados Unidos.
Thein Sein é um soldado de carreira e general que entrou para a junta militar em 1997, crescendo até substituir o general Soe Win como premiê em 2007. É a face internacional do regime em fóruns internacionais.
Sua nomeação é um mau sinal para a reconciliação nacional que a Prêmio Nobel da Paz e recentemente libertada Aung San Suu Kyi disse ser crucial para o desenvolvimento. A afirmação da ativista pró-democracia foi feita por telefone em 28 de janeiro a líderes mundiais que se reuniam em Davos, na Suíça.

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