São Paulo - Trabalhadores palestinos protestaram em frente a um banco na faixa de Gaza ontem por não terem recebido seus salários, apesar da promessa de pagamento feita pelo governo palestino liderado pelo Hamas.
O governo palestino começou a efetuar ontem o pagamento de parte dos cerca de 40 mil funcionários públicos e de outros 160 mil funcionários palestinos, que não receberam nos últimos três meses devido ao boicote político e econômico internacional ao governo do Hamas.
Neste final de semana, o ministro palestino das Finanças, Omar Abdel Razek, anunciou que o governo depositaria ontem os salários mais baixos que vão até US$ 330 por mês. Segundo ele, os demais trabalhadores serão pagos posteriormente devido à falta de recursos.
No entanto, dezenas de milhares ainda não receberam seus salários. ''Essas pessoas não têm dinheiro para comprar leite'', disse o policial Raed Abu Ghoneima, um dos manifestantes que se aglomeraram em frente ao Arab Bank, em Gaza.
Os manifestantes gritaram com o gerente do banco e atiraram água em sua mesa. A polícia retirou os trabalhadores do local em seguida.
A recusa do Hamas em aceitar a existência do Estado de Israel e renunciar à violência causou o boicote econômico dos Estados Unidos e da União Européia (UE), levando a Autoridade Nacional Palestina (ANP) a uma grave crise financeira e ao não-pagamento dos funcionários.
A grave crise ameaçou a estabilidade do governo, porque os salários são recebidos por um terço dos moradores da Cisjordânia e da faixa de Gaza. Os trabalhadores que receberam os salários demonstraram preocupação por não saber se receberão nos meses seguintes.

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