São Paulo - Violentos protestos contra a publicação das charges do profeta Maomé em jornais europeus deixaram dois mortos no Paquistão ontem, informou o ministro paquistanês do Interior, Aftab Ahmed Khan Sherpao.
Os dois manifestantes morreram em decorrência de disparos de um agente de segurança privado, quando tentavam incendiar uma agência bancária
no centro de Lahore, segundo Sherpao.
''O segurança do Metropolitan Bank atirou contra duas pessoas, que morreram'', afirmou o ministro à rede privada Geo TV. O chefe da polícia municipal, Omar Bhatti, confirmou as mortes e afirmou que outras duas pessoas foram feridas por pedras.
A polícia teve que usar gás lacrimogêneo para deter a multidão de cerca de 15 mil pessoas. Muitas lojas permaneceram fechadas. Pedras foram atiradas no hotel Holiday Inn e em uma unidade da lanchonete americana Pizza Hut.
Sherpao acusou os organizadores da manifestação de não cumprirem a promessa de realizar um protesto pacífico e demonstrou preocupação com a greve geral convocada pelos islâmicos, marcada para 3 de março. ''Não queremos que nosso país sofra tais perdas'', disse.
Os desenhos foram publicados pela primeira vez em 30 de setembro no jornal ''Jyllands Posten''.
Posteriormente, foram reproduzidos em jornais da África do Sul, Alemanha, Austrália, Bulgária, Dinamarca, Espanha, Estados Unidos, França, Fiji, Holanda, Hungria, Iêmen, Itália, Japão, Jordânia, Malásia, Nova Zelândia, Noruega, Polônia, Suíça e Ucrânia. A publicação causou violentos protestos em vários países muçulmanos.

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