Das agências
De Jerusalém
Da Jordânia, Sua Santidade seguirá hoje para Israel e Cisjordânia, e deverá visitar os dois lados de Jerusalém. Embora tenha qualificado a chegada do pontífice a seu país como um ‘‘momento decisivo’’ nas relações entre cristãos e judeus, o primeiro-ministro israelense Ehud Barak declarou não estar preocupado com as tentativas de exploração política da visita papal, uma vez que ‘‘reabriremos negociações com os palestinos em Washington esta semana, e não precisamos de mais nenhum encorajamento político para levá-las adiante’’, concluiu.
O ministro Haim Ramon advertiu que ‘‘cortará pela raiz’’ qualquer tentativa de exploração política da peregrinação papal. A advertência seguiu-se a um incidente gerado na manhã de ontem em Jerusalém Oriental, pela colocação de um balão na sede do escritório central da Organização de Libertação da Palestina (OLP). Nele tremulavam as bandeiras do Vaticano e da OLP, acompanhadas de uma faixa onde se lia: ‘‘Jerusalém, a eterna capital palestina, dá as boas-vindas ao papa’’. A polícia israelense ordenou a retirada do balão, alegando que ele prejudicava o tráfego aéreo.
O responsável palestino em Jerusalém, Faycal Husseini, acusou os israelenses de tentar impedir que os palestinos celebrem a chegada do papa. ‘‘Os invasores, responsáveis pelo nosso sofrimento, querem nos impedir de festejar a visita do papa à nossa cidade, nossa capital’’, acrescentou Husseini, que dirige a Casa do Oriente.
A tensão entre os dois grupos aumentou por causa de divergências sobre a segurança do papa durante a visita dele à Esplanada das Mesquitas, em Jerusalém. A Esplanada, um lugar santo para os muçulmanos, abriga a mesquita de Al-Aqsa e o Domo da Rocha.
O ministro israelense reafirmou que a segurança do papa está inteiramente sob responsabilidade de Israel, especialmente enquanto ele estiver em Jerusalém. João Paulo II deve visitar a mesquita Al-Aqsa no domingo, último dia de sua visita de seis dias.

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