Atlantis leva porta da EEI
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quinta-feira, 12 de julho de 2001
France Presse De Cabo Cañaveral 
O ônibus espacial Atlantis decolou ontem da Flórida para uma missão de onze dias dedicada à instação na Estação Espacial Internacional (EEI) de uma escotilha de despressurização de seis toneladas, uma verdadeira porta, completando assim a primeira fase de construção do complexo orbital. Rompendo a escuridão da noite com um rastro laranja, o ônibus decolou às 5h04 locais (6h04 de Brasília) com um ruído ensurdecedor e depois de uma contagem regressiva perfeita.
Oito minutos e meio depois da decolagem, a nave alcançou sua órbita preliminar, a uma velocidade de 27.000 km/h.
Agora o Atlantis inicia uma corrida de cerca de dois dias para conectar-se à ISS, onde chegará hoje, a 384 km de altitude.
A missão do Atlantis havia sido adiada em cerca de um mês, depois de inúmeros problemas técnicos. O lançamento aconteceu em meio a reforçadas medidas de segurança pelo temor de ameaças terroristas.
Os astronautas cinco americanos, entre eles uma mulher devem levar à EEI uma escotilha de despressurização (US Joint Airlock), que terá como função servir de porta de entrada para o complexo orbital.
Este enorme módulo de alumínio, de seis toneladas, batizado Quest (busca), custou 164 milhões de dólares e permitirá aos astronautas que residem no complexo orbital efetuar saídas ao espaço. Até agora, os astronautas deviam passar por sua própria escotilha de um ônibus espacial atracado a seu flanco.
Três saídas ao espaço, com uma duração total de 18 horas, estão previstas para a instalação do módulo Quest, que será realizada com a ajuda do novo braço-robô gigante Canadarm2 da EEI. Os astronautas treinaram durante quatro anos para esta delicada operação.
A integração deste novo módulo contribuirá para dar uma maior autonomia à estação. Uma vez que a escotilha de despressurização estiver instalada, as portas do ônibus e da estação poderão permanecer abertas, o que é muito importante porque, até agora, era preciso abri-las e fechá-las várias vezes a fim de manter uma pressão correta durante as saídas ao espaço, explicou Mike Hawes, subadministrador da NASA para a EEI.


