Atlântico ameaçado pelos furacões
PUBLICAÇÃO
sábado, 22 de maio de 1999
Michael Langan France-Presse 
A temporada de furacões do Atlântico, que começará no dia 1º de junho, será muito ativa este ano e os habitantes das áreas mais expostas já devem começar a preparar-se, advertiram vários meteorologistas norte-americanos.
Queremos que todos se preparem nestas áreas e que tenham um plano de ação - cada pessoa, cada empresa e cada comunidade, recomendou Max Mayfield, vice-diretor do Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos. Que não esperem a chegada dos furacões para fazer isso, destacou.
Neste ano de La Ni¤a - fenômeno climático que se caracteriza por águas um pouco mais frias que o normal no centro do Pacífico, que mudam as correntes atmosféricas sobre o Atlântico e o Caribe -, os especialistas coincidem em prever uma temporada bem agitada.
William Gray, meteorologista da Universidade do Colorado, previu uma temporada de 14 tormentas tropicais com nome, incluindo nove furacões e, entre eles, quatro intensos (catalogados entre a categoria 3 e a máxima de 5).
Vai ser uma temporada muito mais ativa que a média, opinou Eric Williford, meteorologista pesquisador da Universidade da Flórida em Tallahassee. A temporada média tem umas nove ou dez tormentas tropicais, entre elas seis furacões, dois deles intensos.
Tiruvalan Krishnamurti, perito em modelos informatizados de tormentas tropicais e professor da mesma instituição, também previu uma atividade maior que a média, com mais de 10 tormentas tropicais com nome.
Entretanto, apesar das temperaturas marinhas ainda mais baixas que o habitual no centro e leste do Atlântico, os elementos podem adiar sua fúria, disse Krishnamurti, que espera bastante atividade para o final de julho e os meses de setembro e outubro.
Referindo-se à tragédia centro-americana provocada por Mitch, Williford lembrou que felizmente se passaram 10 anos entre Gilbert e Mitch, os últimos furacões que devastaram a América Central.
Mas sempre resta a possibilidade a nível estatístico de uma tormenta intensa. E durante uma temporada de muita atividade, sempre é uma zona perigosa, advertiu.
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Terremoto no Japão Um terremoto de magnitude 4,4 na escala Richter sacudiu ontem Tóquio e outras cidades do Leste do Japão, mas ainda não há notícias de vítimas nem danos, segundo a Meteorologia. Segundo a Meteorologia, não há perigo de maremoto, pois o epicentro foi em terra, a profundidade de 20 quilômetros em Kanagawa, a sudoeste de Tóquio.


