Ativistas são presos em convenção
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 31 de julho de 2000
France Presse da Filadélfia 
A convenção nacional do Partido Republicano inaugurada ontem, na Filadelfia, para marcar o início da batalha dos republicanos para reconquistar a Casa Branca, provocou uma onda de protestos contra a pobreza e em favor dos direitos humanos.
A polícia deteve 11 pessoas durante os protestos no centro da cidade, que reuniram milhares de manifestantes para lembrar os 35 milhões de norte-americanos que vivem na pobreza.
Terminem com a pobreza já, gritavam os cerca de 4 mil manifestantes, segundo a contagem dos organizadores do ato.
Os manifestantes também exigiam o fechamento da Escola das Américas, em Fort Benning (Geórgia), onde os militares latino-americanos aprendem táticas de tortura para utilizar contra os opositores políticos.
O porta-voz da polícia da Filadelfia, David Yarnell, revelou que nove dos 11 detidos foram acusados de obstrução do tráfego e os outros dois de obstrução à justiça e por resistir à prisão.
Ativistas da organização Kensington Welfare Rights Union, que convocou a manifestação de ontem, indicaram que pediram em vão uma reunião com o governador do Texas, George W. Bush, que chegará na quarta-feira a Filadelfia para aceitar oficialmente sua designação como candidato republicano à presidência.
No domingo, a marcha da Unidade 2000 reuniu cerca de 10 mil pessoas na Filadelfia para protestar contra a globalização e a pena de morte, entre outras causas.
Ontem, segundo dia da convenção republicana, os manifestantes devem realizar uma marcha contra a pena de morte e em favor de Mumia Abu-Jamal, um jornalista negro condenado a morte ha 18 anos por assassinar o policial branco Daniel Faulkner.
Jamal, um crítico da brutalidade e do racismo policial na Filadelfia, seria executado em 2 de dezembro passado, na Pennsylvania, mas uma corte federal suspendeu a execução.
Uma manifestação de apoio aos familiares do policial Faulkner e a favor da execução de Jamal também estava prevista para ontem.


