Ativistas denunciam matança indiscriminada
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quinta-feira, 03 de junho de 2010
Folhapress 
São Paulo - Após a chegada de centenas de ativistas à Turquia, detalhes sobre o ataque de Israel ao comboio de seis navios que levavam ajuda humanitária a Gaza, que deixou nove mortos, começam a ser divulgados pelos sobreviventes que passaram por prisões israelenses antes de serem deportados. Centenas de membros da missão humanitária para Gaza atacada por Israel chegaram ontem à Turquia, onde foram recebidos como heróis, e chamaram de ''matança indiscriminada'' a operação das Forças de Defesa de Israel que deixou nove mortos.
Em entrevista à BBC Brasil, a cineasta brasileira Iara Lee disse que os israelenses teriam jogado corpos no mar. Detida por tropas israelenses na ação militar, Lee relatou à BBC Brasil ter visto ''muito sangue'' e que começou ''a passar mal'' quando subiu ao convés do barco em que viajava. Ela disse ainda que os atiradores de elite do Exército de Israel entraram no principal navio da frota, o Mavi Marmara, ''atirando para matar''.
''Era muito sangue, eu comecei a passar mal, tive ânsia de vômito e até desisti de procurá-lo.'' Iara disse à BBC Brasil que não testemunhou as mortes, mas que ''outras pessoas que estavam no barco contaram ter visto soldados atirando corpos no mar''.
Um comunicado do gabinete do primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, confirmou a identidade das vítimas ontem. Todos eram homens entre 19 e 61 anos, e o mais jovem era de nacionalidade americana.
O jornal israelense ''Haaretz'' também confirma a informação de que os mortos eram oito turcos e um americano, ao contrário do que se divulgou inicialmente, quando acreditava-se que todas os corpos levados à Turquia eram de cidadãos turcos.
Os corpos foram entregues às famílias, após os exames forenses em Istambul.


