Jerusalém - A corrida eleitoral para encontrar o sucessor de Yasser Arafat será iniciada oficialmente amanhã, mas Marwan Barghuti, líder do Fatah preso em Israel, o xeque Talal Sidr, ex-membro do grupo radical Hamas, e Abdel Sattar Qassem, professor universitário de Nablus, já anunciaram sua intenção de se candidatar para presidente.
A partir de 20 de novembro, os cidadãos que quiserem podem se candidatar para as eleições presidenciais de 9 de janeiro, anunciou o presidente em funções da Autoridade Palestina, Rawhi Fattuh.
Qualquer cidadão palestino maior de 35 anos que esteja nas listas eleitorais, pague US$ 3 mil e apresente cinco mil assinaturas de apoio, caso não pertença a nenhum partido político, poderá ser candidato nestas eleições.
De acordo com as últimas pesquisas, Barghuti, líder do Fatah, movimento fundado por Yasser Arafat, é o preferido do povo palestino, que vê nele o legítimo herdeiro da ideologia do representante falecido. Por meio de sua família, Barghuti anunciou que se apresentará candidato às eleições, embora o fato de estar preso e condenado a prisão perpétua por terrorismo em cadeia israelense dificulte as coisas.
Legalmente, uma pessoa detida pode apresentar sua candidatura à Presidência palestina por meio de seus advogados, informaram responsáveis da comissão eleitoral. Antes da abertura do prazo legal para as inscrições, o xeque Talal Sidr, 51 anos, um dos fundadores do movimento radical de resistência Hamas em Hebron, que abandonou o ativismo para passar à política em 1997, já anunciou que vai se candidatar.
Em Nablus, Abdel Sattar Qassem, professor universitário, 56, também anunciou sua candidatura para que tenha apoio de ''diferente facções''. Este crítico de Arafat, que passou vários meses na prisão por criticar o governo do líder, manifestou há meses sua intenção de se candidatar a presidente.
Por último, em Jenin (norte da Cisjordânia), um advogado completamente desconhecido chamado Ghassan Barham, também se declarou candidato à Presidência.

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