Ativista é assassinado em Porto Príncipe
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sexta-feira, 01 de julho de 2005
Folhapress 
São Paulo - Um funcionário haitiano do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) foi sequestrado e assassinado em Porto Príncipe, anunciou ontem o organismo. Joel Cauvin, 43 anos, foi sequestrado por duas pessoas na noite de quarta-feira e encontrado morto na manhã seguinte com um tiro na cabeça, próximo a sua casa, na capital haitiana.
Segundo Wolde Saugeron, porta-voz do CICV no Haiti, a família de Cauvin tentou negociar um resgate com os sequestradores até a madrugada. Mas, de maneira inexplicável e abrupta, as negociações foram interrompidas.
Cauvin trabalhava havia 10 anos no CICV e foi o primeiro funcionário do organismo a ser morto no Haiti. Na quarta-feira, a missão de paz da ONU no Haiti libertou do cativeiro uma funcionária da Cruz Vermelha haitiana sequestrada no dia anterior. Com cerca de 1.200 militares, o Brasil tem sob sua responsabilidade grande parte de Porto Príncipe, que vem enfrentando uma onda de violência nas últimas semanas.
O CICV não considera, porém, que o organismo tenha se tornado alvo deliberado da ação de sequestradores e decidiu manter suas atividades no país. ''Estamos muito preocupados com a situação de segurança. Claro que não é um fenômeno novo, mas é a primeira vez que nos atinge tão perto'', disse Saugeron.


