Atirador se incomodava com gays e agredia a mulher
São Paulo - O norte-americano Omar Mateen, de 29 anos, filho de pais afegãos, foi apontado pelas autoridades norte-americanas como o responsável pelo atentado na boate gay em Orlando, na Flórida. Munido de um fuzil de assalto e de uma pistola, comprados nos últimos dias legalmente, Mateen - que vivia em Fort Pierce, a 190 quilômetros de Orlando - abriu fogo dentro da casa noturna Pulse, fez reféns e foi morto pela polícia após uma troca de tiros.
Matteen ligou para a emergência durante a madrugada, de acordo com o FBI (polícia federal dos EUA), e fez menção ao Estado Islâmico e aos terroristas responsáveis pelo atentado a bomba durante a maratona de Boston, em 2013.
Ele já era conhecido das autoridades norte-americanas. Chamou a atenção do FBI pela primeira vez em 2013, ao fazer comentários alegando ligações com terroristas a colegas de trabalho. Em 2014, voltou a ser investigado por conexões com Moner Mohammad Abusalha, um norte-americano que juntou-se a um grupo extremista na Síria e morreu em um ataque suicida. Em ambos os casos, no entanto, ele não pareceu uma ameaça significativa para a polícia, diz o agente Ronald Hopper, do FBI.
Para a família do atirador, a escolha de uma boate gay como local do ataque não parece ter sido coincidência. Seu pai, Mir Seddique, relatou em entrevista ao canal de TV NBC que o filho demonstrava raiva e incômodo com homossexuais. "Estávamos no centro de Miami e as pessoas estavam tocando música. Ele viu dois homens se beijando e ficou muito bravo", disse Seddique. "Eles se beijavam e se tocavam, e ele disse 'olha isso, na frente do meu filho eles fazem isso'."
Mateen foi casado até 2011 e, segundo um vizinho, tinha um filho de 3 anos. Em entrevista ao The Washington Post, sem se identificar, a ex-mulher o classificou como "mentalmente instável" e afirmou que ele a agrediu diversas vezes.(Folhapress)





