São Paulo - O presidente francês, Nicolas Sarkozy, afirmou ontem a representantes da comunidade judaica que o suspeito do massacre de Toulouse, no sul do país, pretendia executar um novo ataque. Nicole Yardeni, delegada local do Conselho Representativo de Instituições Judaicas (Crif), afirmou que Sarkozy fez a revelação durante uma reunião com representantes das comunidades religiosas em Pérignon, perto do local onde o suspeito estava cercado pela polícia até a noite de ontem.
Fontes policiais informaram, um pouco antes, que haviam encontrado explosivos no carro de um dos irmãos de Mohamed Merah, 23 anos, o suspeito dos assassinatos em Toulouse.
Segundo os primeiros indícios, o irmão também é comprometido com a ideologia salafista. A polícia não revelou o tipo dos explosivos achados.
A mãe do suspeito, o irmão e a companheira deste foram detidos ontem como parte da investigação dos três ataques, informaram fontes judiciais. As detenções para investigação, que segundo a lei francesa podem durar até quatro dias em casos de terrorismo, aconteceram na manhã de ontem.
Merah é um francês de origem argelina com antecedentes criminais e que, depois de passar por Paquistão e Afeganistão, se declara jihadista da rede terrorista Al Qaeda.
Entrincheirado num prédio de Toulouse com várias armas, ele reivindica ser um ''mujahedin'' (combatente de Deus) e um membro da Al Qaeda, segundo o ministro do Interior, Claude Guéant.

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